quinta-feira, 17 de setembro de 2020
FURG assina declaração internacional para proteção de baleias e golfinhos ameaçados de extinção
Documentários abordam impactos de atividades petrolíferas e situação das mulheres pescadoras
Produções são parte de pesquisa da FURG que realiza mapeamento de conflitos ambientais no litoral fluminense
Uma pesquisa conduzida pela FURG no litoral do Rio de Janeiro ao longo dos últimos três anos, agora, prestes a chegar ao seu final, apresenta os resultados à comunidade sob a forma de documentários. Até o momento, são duas produções audiovisuais, uma centrada nos impactos de atividades econômicas sobre comunidades pesqueiras artesanais e outra sobre as questões enfrentadas especificamente pelas mulheres pescadoras. Os documentários estão disponíveis no YouTube e também na programação da FURG TV. A equipe agora trabalha em mais produções audiovisuais.
Impactos na pesca: o projeto em documentário apresenta, em 20 minutos, depoimentos de pescadores e pescadoras sobre os impactos da produção de petróleo e gás e também do turismo sobre as comunidades pesqueiras artesanais do Rio. Além disso, professoras e pesquisadoras da FURG e de outras instituições contam sobre a realização da pesquisa e a elaboração de Projetos de Educação Ambiental (PEA) e Planos de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP). A produção está disponível no YouTube e também pode ser conferida abaixo.
“O nosso objetivo é olhar de forma mais específica para os impactos indústria do petróleo sobre os pescadores artesanais, para daí propor melhorias, ao mesmo tempo em que olhamos para as medidas que são exigidas no licenciamento, que hoje têm esse objetivo de mitigar os impactos sociais”, explica a coordenadora do projeto, Tatiana Walter. A pesquisa, que envolve uma grande equipe, é realizada no Rio de Janeiro, com recursos de um Termo de Ajustamento de Conduta do Ibama e Ministério Público Federal como medida compensatória da empresa Chevron pelo derramamento de petróleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, em 2011.
Do litoral fluminense, o trabalho também reverbera no sul: “O recorte da pesquisa é com pescadores do Rio de Janeiro, mas quando começamos a trabalhar, desenvolvemos uma metodologia que é pertinente para todo o litoral brasileiro. A ideia é trazer isso aqui para o litoral do RS e também para a Lagoa dos Patos”, projeta Tatiana.
“Mapeamento de conflitos ambientais não é uma coisa nova, mas trouxemos elementos específicos para pensar a questão da pesca”, conta a coordenadora do projeto. Ela completa: “O objetivo da pesquisa é o de aprimorar a avaliação de impacto ambiental por meio de uma análise crítica sobre os impactos gerados aos/as pescadores/as artesanais pela indústria do petróleo e das medidas destinadas à mitigá-los”. A equipe elaborou um mapeamento dos conflitos ambientais que impactam pescadores, que pode ser acessado aqui, num mapa interativo. O banco de dados elaborado para a pesquisa também tem acesso aberto, disponível no site do Laboratório Maréss.
“Uma das metas é a divulgação dos resultados não só para o público acadêmico, mas também para gestores de políticas públicas e a sociedade em geral. E aí surgiu a ideia de fazer os vídeos”, conta Tatiana. Para isso, foi contratada a pesquisadora e produtora audiovisual Rachel Hidalgo. Paulista, de Santos, Rachel veio a Rio Grande para cursar o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da FURG, em que hoje é doutoranda.
“Eu faço parte do coletivo Noise, da Baixada Santista, desde antes de me mudar para Rio Grande e continuo trabalhando com eles. Quando a gente começou a pensar a gravação no Rio, entramos em contato com uma produtora pequena de Niterói, a Portal. Depois, os materiais foram editados por mim. São todas produtoras independentes que fomos envolvendo para tornar possível a produção”, relata Rachel.
Mulheres pescadoras
Se o primeiro documentário teve como objetivo contar sobre a pesquisa, no segundo, entra em cena outra questão: dar visibilidade às mulheres pescadoras. Esse não era um dos objetivos da pesquisa, mas, percebido, ganhou relevância e resultou na produção Eu sou pescadora, também disponível no YouTube. “Buscamos com um grupo de pesquisa da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro mostrar o trabalho das pescadoras e dar visibilidade a isso. Porque grande parte do impacto que elas sofrem são oriundos dessa falta de reconhecimento da atividade pesqueira”, lembra Tatiana Walter.
Além de mulheres do litoral fluminense, figuram na produção mulheres gaúchas. “Quando a gente foi construir o documentário pensamos em trazer também o relato das mulheres do Sul, com as quais a gente já trabalha em outros projetos. A ideia é que a gente construa esses documentários, mas que não fiquem restritos à pesquisa e não fiquem datados. Quisemos dar uma maior temporalidade, para que sirvam para quem, por exemplo, quer trabalhar com gênero e pesca. Queremos que o vídeo possa ser usado em reuniões, disciplinas, atividades”, conta Tatiana.
Rachel, a realizadora audiovisual, destaca que a história das mulheres pescadoras é contada essencialmente por mulheres, comunicadoras ou pesquisadoras. “Na pesquisa são muitas mulheres. Neste trabalho, como pessoa que está com a câmera na mão, estou produzindo discursos a partir do discurso de outras mulheres – então todos os filtros foram feitos por mulheres.”. Houve participações masculinas também, ela lembra, em etapas como as artes e a finalização do vídeo, mas o principal do trabalho, feito por mulheres.
O olhar feminino foi fundamental para enxergar as questões que parecem não estar visíveis aos olhos de todos e que são abordadas no documentário. “As pessoas acham que não existe pescadora, acham que a gente é só mulher de pescador”, protesta Viviane Alves, a pescadora que abre o documentário e que é também liderança local em Rio Grande. “Não reconhecem a nossa profissão, seja na saúde, ou na educação. Pensam que é uma vergonha ser pescador ou pescadora, que é uma vida infeliz. Não reconhecem o pescador artesanal. E se não reconhecem o pescador, imagina a pescadora!”.
Viviane começou a pescar junto com o esposo e hoje o filho, de 18 anos, também está na atividade. O preconceito, ela conta ao portal furg.br, não está só na comunidade, mas também entre os que realizam a própria atividade. “Antigamente os homens não aceitavam que a gente fosse ao mar. A nossa classe aqui é muito machista”. No vídeo, Viviane e outras mulheres relatam como enfrentaram o preconceito para se firmarem na atividade e os desafios que seguem enfrentando.
“Para mim ser pescadora significa liberdade. Eu faço meu horário. Vivemos muito bem, não passamos fome, não vivemos de cartão de crédito. Temos a melhor alimentação, porque o melhor peixe sempre vem para casa. A gente não come peixe de gelo”, conta Viviane. O frio traz desafios, assim como a dupla ou tripla jornada, com a atribuição das atividades do lar e da família quase que exclusivamente às mulheres. Ao mesmo tempo em que buscam reconhecimento e garantia de direitos, principalmente na área da saúde, as mulheres pescadoras, conta Viviane, veem a organização trazer resultados. “A gente faz reuniões e hoje tem bastante mulheres. A gente conseguiu trazer mais protagonismo para a mulher pescadora, até para ela se soltar e gritar que é pescadora. Para dar visibilidade e se empoderar. Antes as mulheres não sabiam das leis, se o marido não falava, não sabia”.
Assista aos documentários:
Revista Diversidade e Educação está com período de submissão aberto
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Acolhida Cidadã promove bate-papo sobre desafios e potencialidades dos estudos on-line
na próxima sexta-feira, 18
A Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) promove na próxima sexta-feira, 18, um bate-papo ao vivo com o psicólogo Lauro Miranda Demenech. Ele abordará o tema "Ser estudante universitário no contexto online: desafios e potencialidades". A live integra a programação da Acolhida Cidadã Solidária do Período Emergencial. O evento começa às 18h e poderá ser acompanhado pelo canal da FURG no YouTube.
Demenech é psicólogo e mestre em Saúde Pública pela FURG. A atividade tem previsão de 1h30 de duração, e a mediação da sala será realizada pelas pedagogas da Prae Joice Maurell e Daniele Jardim.
De acordo com a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Daiane Gautério, a Acolhida Cidadã Solidária prepara outras atividades para o período. "Mesmo em período emergencial, o programa se constitui como espaco de integração, de ações afetuosas e acolhedoras, que facilitem o retorno do nosso estudante à vida acadêmica", comenta.
Estudantes e docentes da FURG voltaram a se encontrar esta semana, dando sequência, de forma online, às atividades do primeiro semestre de 2020. A universidade aprovou, no fim de julho, o Calendário Emergencial 2020-2021 e, recentemente, atualizou seu Plano de Contingência que mantém as aulas remotas até o final deste ano.
Educomunicação em tempos desafiadores
Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=2PSTEdhHBJE
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Autodepósito na BDTD-FURG
PPGEA divulga XII EDEA
O Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental (EDEA) é um evento organizado anualmente pelos/as discentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da FURG. Este ano, em sua XII edição, a qual ocorrerá no formato online, o EDEA possui como tema "Educação Ambiental no contexto das múltiplas crises: Que mundo queremos?".
SOBRE A JORNADA
Com a temática “(In)Justiça Ambiental e Cuidado” o PPGEAS realiza a II Jornada Acadêmica nos dias 14 a 16 de setembro, com a presença de mestrandos, egressos e docentes do Programa, pesquisadores e representantes de movimentos sociais, promovendo diálogos sobre temas contemporâneos.
Durante os três dias de evento serão realizadas apresentações remotas dos estudantes do PPGEAS sobre suas respectivas dissertações. O link será disponibilizado para os inscritos. Atenção!!! O número de vagas é limitado.
As duas mesas serão transmitidas pelo nosso canal no YouTube - PPGEAS FFP UERJ.
No primeiro dia de evento (14/09) será realizada a mesa de abertura que conta com a participação de Henry Acselrad, Janete Nazareth e Karine Narahara. Os convidados construirão diálogos a partir da temática “justiça ambiental e racismo”.
Em contextos de desigualdades socioeconômicas, os danos ambientais gerados também se distribuem de forma desigual e incidem mais intensamente sobre segmentos mais vulneráveis da sociedade, como em grupos étnico-raciais discriminados e regiões periféricas (podendo haver, na maioria dos casos, uma interseção entre esses dois conjuntos). São processos estruturais e discriminatórios presentes na sociedade que alimentam a ideia de que já existe no imaginário social um “lugar” destinado a determinados grupos sociais, colocando-os em uma posição marginalizada, inclusive, enfrentando maior carga de impactos ambientais nocivos.
No último dia (16/09), teremos a mesa de encerramento com uma temática necessária e acolhedora, “Tempo de Cuidado”. Neste dia, quem estará cuidando de nós no debate são os convidados: Leonardo Boff, Luana Carvalho Aguiar Leite e Luciana Brito. Não precisaria dizer que o cuidado, tanto com o ambiente, quanto interpessoal, se faz necessário em uma sociedade egoísta.
Mas há uma preocupação com o impacto da formação na saúde dos estudantes. É preciso mostrar que as barreiras psicossociais são um problema de saúde coletiva e uma realidade nos diferentes segmentos do meio acadêmico, incluindo professores, pós-graduandos e graduandos. Estes últimos já chegam do ensino básico com uma grande demanda de decisões e informações, desenvolvendo problema de saúde mental que se intensificam ao longo da vida acadêmica pela falta de... cuidado. Espaços de acolhimento e de diálogos como este proposto pelo PPGEAS, e que não podem encerrar por aqui, são medidas importantes. Falar sobre o tema faz com que os envolvidos tomem conhecimento da problemática em questão.
Acompanhe em nossas redes sociais a programação e as inscrições para o evento. Não percam!!!
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Público-alvo: estudantes da pós-graduação, estudantes da graduação, pesquisadores, professores, ambientalistas e outros.
Seminário Virtual sobre Gestão Ambiental Municipal
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
SiB orienta discentes que irão realizar trancamento total, para regularizar as pendências junto à biblioteca
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Revista Ambiente & Educação acaba de publicar seu último número
Caros leitores (as),
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Empréstimos para docentes, sob agendamento no SIB
Sistema de Bibliotecas estenderá por mais uma semana o agendamento de empréstimo de livros para os docentes








